Vivendo com diabetes

Valorizar os hábitos saudáveis favorece o controle da doença.

De acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes (SDB), mais de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença. O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela incapacidade de produzir ou utilizar adequadamente a insulina, hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. A glicose é uma das principais fontes de energia do organismo, porém, em quantidade exagerada, prejudica órgãos, vasos sanguíneos e nervos. A doença assusta, mas se for tratada adequadamente é possível ter uma vida longa e plena.

O diabetes é uma doença tão silenciosa quanto perigosa. Embora um exame de sangue simples já consiga identificar alterações no índice glicêmico, algumas pessoas levam anos até descobrir que têm a doença. Segundo a SBD, metade dos diabéticos não conhecem a sua condição. Isso acontece porque os primeiros sintomas só aparecem quando os níveis de glicose já estão altos há muito tempo. É justamente essa demora no diagnóstico médico que favorece o aparecimento de complicações.

O primeiro passo é controlar o nível de glicose no sangue. Para isso, é preciso fazer as medições nos horários, situações e frequência indicadas pelo médico, além do medidor de glicose, vale a pena instalar um aplicativo no aparelho de celular um aplicativo no aparelho de celular para registrar esses dados.

Ao contrário do que muitos pensam, o diabético não precisa controlar apenas a quantidade de açúcar que come, mas também de carboidratos, que devem ser ingeridos em pequenas quantidades. A prática de exercícios físicos também é fundamental para baixar a glicemia. Afinal, quanto mais energia você gasta, mais rápido o organismo consume o açular presente no sangue.

Em muitos casos, a medicação é suficiente para controlar as taxas de glicose. Além de diminuir a absorção de carboidratos, os remédios ajudam os pâncreas a produzir mais insulina e tornam o organismo mais sensível à substância. A terapia com insulina pode assustar, mas não há motivo para preocupação.

 

SINAIS

Sede excessiva, aumento do apetite, perda de peso, visão embaçada e cansaço são sinais de que você pode estar com diabetes.

As agulhas estão cada vez menores e praticamente indolores, as canetas de insulina deixaram a aplicação muito mais simples e confortável. Atualmente, existem diversos tipos de insulina e o médico irá indicar a mais adequada para cada paciente, levando em conta a necessidade e estilo de vida.

 

AS VÁRIAS FORMAS DA DOENÇA

O diabetes tipo 1 acontece quando o próprio sistema imunológico ataca as células que produzem insulina, consequentemente a glicose não é utilizada como fonte de energia e fica no sangue. Estima-se que entre 5 a 10% das pessoas tenham esta variação da doença que, geralmente, aparece ainda na infância. Ela é tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar, atividade física.

Quando o organismo não consegue utilizar corretamente a insulina que produz surge o diabetes do tipo 2. Mais de 90% dos diabéticos convivem com esta variação da doença, principalmente os adultos. Dependendo da gravidade, praticar exercícios, manter uma alimentação balanceada e um estilo de vida saudável já são suficientes para controlar a glicemia.

Existe uma variação da doença que aparece em um curto período de tempo: o diabetes gestacional, que está ligado ao desequilíbrio hormonal provocado pela gravidez. Esses hormônios reduzem a ação da insulina e o pâncreas naturalmente aumenta a produção da substância, porém em algumas mulheres isso não acontece.

O pré-diabetes acontece quando os níveis de glicose estão altos, mas a pessoa ainda não desenvolveu a doença propriamente dita. É a oportunidade ideal para mudar os hábitos de vida e reverter este quadro. O grupo de risco inclui obesos e hipertensos.

 

COMPLICAÇÕES

Os problemas cardiovasculares são a principal causa de morte entre diabéticos. Quando não tratada de maneira adequada, a doença também pode causar cegueira e amputações.

 

Fonte: Revista Ofertão

 

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